sexta-feira, dezembro 22, 2006

MUSICA1

Hoje acordei particularmente nostálgico.
Ainda a manhã não tinha acabado e, um amigo enviou-me o novo CD do Ruy Mingas ( memórias).
Estou a ouvi-lo e os sonhos e as saudades correm à desfilada.

Vem-me à cabeça este texto que não tem nada a ver com música. Ou terá?

Sempre me incomodou esta treta da cor da pele. Ser africano e mais concretamente angolano, não tem do meu ponto de vista, absolutamente nada a ver com as demãos de cada um. Se a mim só me deram uma demão de tinta, isso não me faz sentir europeu. Deixo-vos um excerto, que comentarão se assim o entenderem.Embora se trate de um texto, que não é meu, pareceu-me que neste contexto, o famigerado copy-paste, tem aqui razão de ser. Nem sequer me revejo totalmente nestas teses, mas pareceu-me um bom principio para discutirmos estes factos, que afligem tanta gente, neste inicio de século XXI. Boas Festas.
...neste sentido, o nacionalismo dos brancos africanos não foi um fenómeno marginal na história de África, tão-pouco de Angola, ainda que o seu estudo tenha sido largamente neglicenciado por intelectuais, académicos e politicos. No entanto, o nacionalismo dos brancos angolanos foi rejeitado pelas elites negras e mestiças dos movimentos de libertação. Para essa rejeição contribui poderosamente a instrumentalização da ideia de raça. A ideia de raça é uma invenção dos tempos modernos e não encontra uma confirmação empirica objectiva, isto é, não há raças biológicas, mas apenas raças inventadas sociológicamente, segundo as ideologias dominantes em determinado tempo e espaço.Na realidade a ideia moderna de raça surgiu no contexto cultural europeu e foi exportada para o resto do planeta juntamente com duas outras ideias que marcaram a modernidade ocidental: as ideias de classe e de nação.... A ideia de classe propunha uma aliança de grupo baseada na posição comum perante a propriedade dos meios de produção. Mas a construção de consciência colectiva de classe não se mostrou uma tarefa fácil e não obteve os resultados inicialmente esperados. A ideia de raça considerava que cada tipo racial tomaria posse do território que naturalmente lhe fosse mais adequado, mas esta noção deu lugar à crença de que os brancos tinham uma superioridade inata que lhes permitia estabelecer e dominar todas as regiões do globo. Contudo, os êxodos maciços das populações brancas nas vésperas ou na sequência das independências asiáticas e africanas vieram demonstrar precisamente o contrário!

1 comentário:

Manuel Sampayo disse...

No meu jardim tenho duas rosas. Uma vermelha e outra branca. Ambas bonitas. Muito bonitas. Ambas são rosas. Só que uma é rosa vermelha, vermelha e outra é uma rosa branca, branca. No jardim do meu vizinho há também duas rosas. Uma amarela e outra negra. Que lindas! Só que uma é rosa negra, negra e outra amarela, amarela. Todas elas rosas, rosas! Só que uma é amarela, outra negra, outra vermelha e outra branca. Mas todas elas rosas, rosas!