quarta-feira, março 14, 2007

O MEU PAÍS

Notícia da TSF, madrugada de dia 13.03.2007.
Praga dos pinheiros na zona de Setúbal (pelo famigerado nemátodo), com risco potencial de se irem espalhando pelas florestas europeias.
Depois de um estudo prévio, as autoridades decidiram abater extensas áreas florestais para conter a praga. Tudo bem certinho como se vê.
Para os proprietários aparentemente tudo bem desde que sejam satisfeitas as suas reinvidicações:
- pagamento entre 4 e 10 euros por cada árvore abatida.
- pagamento a fundo perdido de 100%, pelas verbas do quadro comunitário de apoio, para plantação de novas espécies.
- pagamento a fundo perdido de 100%, pelas verbas do quadro comunitário de apoio, enquanto não for possível aos proprietários, auferir proventos das novas plantações.

- entrega de um carro topo de gama e de uma moradia na praia, a cada agricultor, digo eu.
- Se entretanto houver qualquer intempérie, pagamento a fundo perdido de 400%, pelas verbas do quadro comunitário de apoio às vítimas.

Vou mudar de profissão, coisa que aliás já penso fazer há alguns anos. Vou para agricultor. Não custa nada e, o fundo comunitário de apoio, na minha profissão não me dá nada.

ISTO É O QUE EU CONHEÇO DE MAIS PARECIDO COM O "NEVER ENDING STORY"

GED



1 comentário:

cangonja disse...

Caro GED

Essa praga, de nemátodos, foi assinalada já em 1999, vinda em madeiras importadas de não sei que país (uns dizem da América do Sul, outros do extremo oriente). Até agora, passaram-se cerca de 8 anos em que não se fez nada para conter essa praga. Isto é, pelo que vou sabendo e lendo, os proprietários de pinhal nunca se preocuparam em cuidar eles próprios que tal desastre não se alastrasse. Agora, com medidas de força do governo, mandando abater milhares de árvores, todos vêm gritar "aqui del rei, acudam-me!" (leia-se... dêem-me o dinherinho dos quadros de apoio!)
Não que pugne pelas medidas governamentais de força, mas convenhamos que o uso da cidadania tem de ser responsável. E os proprietários de pinhal a abater deveriam ter pensado em termos da comunidade e não individuais. Mas isso sou eu a pensar... eu que até nem sou dona de nenhum pinhal! ;-)
Um beijo