quinta-feira, setembro 30, 2021

NÃO SEI

 


Não sei onde pára João Rendeiro, foragido da justiça portuguesa, condenado a vários anos de prisão.

Não sei o que leva este foragido, a dizer nas redes sociais que se sente indignado, depois de ter sido indiciado, julgado e condenado por vários crimes, após ter esgotado todos os recursos que utilizou dentro do que a lei prevê.

Não sei o que leva o advogado dele a dizer que o dito foragido, saíu livremente do país e que não cometeu qualquer crime.

Não sei a quantas anda a justiça portuguesa, que apesar dos indícios não impediu a fuga.

Sei, que espero fervorosamente que ele seja apanhado e extraditado, e que no regresso lhe seja agravada a pena.


quarta-feira, setembro 22, 2021

A VERDADE NUA E CRUA






É uma fábula o que tu nos contaste

Disse com desprezo o pastor paul (tribo do Senegal)

-Sim, respondeu o caçador de crocodilos

Mas uma fábula que todo o mundo repete parece muito com a verdade. 

VIDA




Algumas das minhas paixões têm a ver com cinema e música e livros.

Da minha vida, retenho filmes que me tocaram: Platoon, Star Wars, Blade Runner, Apocalipse Now, todos os filmes com Tom Hanks. À procura de Forrester com o lendário Sean Connery. Por razões interiores aquele de mais gosto chama-se Sleepless in Seatle.

Muitos mais fariam parte da lista, apenas evoco aqueles que me tocaram mais profundamente.

Quanto à música é outra história. Eu acho que como para todos a minha vida teve fases: muito jovem, adolescência, idade adulta, e nessas diferentes fases fui gostando de coisas diferentes.

Mas o que ficou para sempre, independentemente das fases?

Roberto Carlos o eterno rei. Chico Buarque, Caetano Veloso. Purple Rain a melhor música jamais escrita.

Toda a obra dos Beatles, com destaque para o maior albúm da história da música: Sgt. Pepper.

Wish you were here dos Pink Floyd. 

Sérgio Godinho e Rui Veloso. Concerto de Colónia de Keith Jarret. Al di Meola,  Paco de Lucia, John Mc Laughlin. Santana, Buena Vista Social Club, Mercedes de Sosa, Brigada Vitor Jara.

Clair de lune de Debussy. 

Sem livros a minha vida seria muito pobre. Sem o Memorial do Convento, ou os cem anos de solidão. Sem Pablo Neruda, Chico Buarque, Alejo Carpentier, Eça. Sem Agostinho Neto, Joaquim Pessoa., Luandino Vieira. Sem o Infinito num junco de Irene Valejo tudo seria diferente.

Tanto no cinema, como na música, como nos livros, há um mundo infinito povoado de estrelas. Apenas me referi aqueles que me tocaram para sempre. E sei, que me esqueci de muitos mais. 





quarta-feira, setembro 15, 2021

OVNIS


Toda a vida, foi para mim ponto assente, que há vida inteligente lá fora. Sem questionar.

Quando tinha vinte anos, eu e um companheiro, assistimos ao que nos parecia um ovni sobre as nossas cabeças. Ficará para sempre a dúvida, uma vez que na altura não havia telemoveis.

O que me deixa perplexo é a enorme quantidade gente que posta fotografias e vídeos de encontros mais ou menos imediatos. Há séries de televisão com cientistas conceituados, que interpretam todos esses vídeos. Estudam profundamente esta questão, vão aos lugares em todo o planeta, fazem extrapolações com locais como Stonehenge, Avesbury, a área 51, etc, e até ao momento não conseguiram dar uma resposta cabal.

O que me deixa ainda mais perplexo, é que havendo milhões de filmagens e fotografias por esse mundo fora, aliadas a uma tecnologia de imagem muito avançada, ninguém até ao momento mostrou com nitidez, preto no branco o que esses objectos são. Apenas imagens difusas permanentemente questionáveis.

Acredito que haverá qualquer razão para isso, mas acredito muito mais que há vida lá fora.

terça-feira, setembro 07, 2021

DIAS CINZENTOS

 

Não gosto de dias madrugando cinzentos

Nem de ausências inesperadas

Não gosto de perder tempo

Nem de conversas inacabadas

Não  gosto  de noites sem estrelas

Sem rumo, sem brilho, sem nada

 

Gosto de caminhantes decididos

De um quarto longe do mundo

Gosto da pedra estalando ao sol

E de amores incondicionais, sem fundo

quarta-feira, setembro 01, 2021

MÁSCARAS

 

A epidemia de Covid, se alguma coisa teve de positivo, foi a oportunidade de podermos fazer um salto civilizacional. Na verdade, é preciso entender porque é que este ano prácticamente não houve surtos de gripe. Apenas pelo uso reiterado e continuado da máscara facial.
Os povos orientais há muito que a utilizam por rotina e por consideração por quem os rodeia.
Finda esta pandemia, seria de enorme ajuda continuar a usá-la sempre que necessário, mesmo que seja uma simples gripe. Este é verdadeiramente um passo colectivo, do interesse de todos nós.